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O que esperar dos primeiros 15 dias com o bebê

Neste período, tanto a mãe quanto o bebê passam por novas experiências; veja quais são e como lidar com elas

O bebê nasceu! Mãe e filho estão em casa, e agora começa uma nova jornada de convivência, cheia de amor e carinho, mas também com muitas dúvidas sobre o que esperar dessas primeiras semanas, principalmente para as mães de primeira viagem. Porém o que essas mulheres devem saber é que não existe um jeito certo de ser mãe e que aos poucos a nova rotina vai se ajeitando, sem pressa ou regras pré-determinadas.

É comum que as mulheres se sintam mais ansiosas ao acompanhar o desenvolvimento do recém-nascido sem saber o que é normal ou esperado. Além disso, as próprias mães passam por suas próprias transformações, já que foram meses gerando uma vida e agora o corpo precisa se readaptar e se preparar para novas tarefas, como a amamentação.

Para ajudar as mamães a entender melhor os primeiros 15 dias com o recém-nascido e saber quais as mudanças mais comuns do período, conversamos com Loretta Campos, que é pediatra e consultora de aleitamento materno; Carolina Curci, ginecologista e obstetra; e Débora Oriá, ginecologista do Hospital Sírio Libanês, para darem dicas e tranquilizar as mães de primeira viagem.

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A rotina e as mudanças do bebê

Nesses primeiro dias é importante lembrar que, assim como a família passa a ter uma nova rotina, o bebê também começa um processo desconhecido, então não é possível criar expectativas sobre grandes evoluções repentinas, por outro lado, os pais podem estimular o recém-nascido com conversas, músicas e contato pele com pele.

Já o que se pode esperar do comportamento do bebê consiste em:

Sonolência: o recém-nascido, de fato, é mais sonolento nas duas primeiras semanas de vida e tende a dormir a maior parte do tempo, acordando geralmente apenas para mamar. Por esse motivo, as mães podem imaginar que há algo errado com a saúde do filho, mas Loretta Campos explica que esse comportamento faz parte do processo de adaptação extrauterino, que tende a se estender até os três meses de vida.

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Além disso, ela ressalta que "nesses primeiros 15 dias de vida do bebê, ele ainda não tem o ciclo circadiano organizado. Como ele estava dentro do útero, não tem uma rotina estabelecida, não sabe o que é dia ou noite, então é muito comum que o bebê inverta o dia pela noite". Mas, ainda de acordo com a pediatra, é possível investir em medidas para que o bebê vá assimilando crie um ritmo de sono.

Alterações de peso: ao nascer, a criança está mais inchada e tem retenção de líquido, por isso "é normal que nos primeiros dias de vida o bebê perca até 10% do peso do nascimento, que é recuperado com aproximadamente 15 dias após o parto. Por isso, é importante ir ao pediatra cinco dias após o parto e realizar pesos mais frequentes para que a gente acompanhe o peso desse bebê e veja se ele está evoluindo da forma adequada", explica a pediatra. As visitas médicas também são importantes para empoderar a mãe em relação ao aleitamento, deixando-a mais segura para o momento.

Pele mais delicada: naturalmente mais delicada e sensível, a pele do recém-nascido passa por uma renovação, comumente marcada por descamações que, após um mês de vida, desaparecem sem necessidade de tratamento. Além disso, outra ocorrência bastante comum é o eritema tóxico, que se caracteriza por pequenas lesões avermelhadas semelhantes a picadas de inseto, e aparecem na região do tórax, costas e abdômen, e desaparecem em poucos dias.

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"Fora isso, o bebê pode nascer com milium no nariz, que é uma resposta da exacerbação das glândulas sebáceas. Ou aparecer um quadro que chama miliária - muito frequente quando o bebê passa calor -, e com manifestação semelhante ao quadro de pústulas, mas que assim como os demais tem uma resolução espontânea", esclarece Loretta.

Reflexos automáticos: os reflexos mais comuns nos primeiros 15 dias, geralmente, são chamados de "reflexos primitivos", uma vez que o recém-nascido já sabe por uma questão instintiva, e vão desaparecendo ao longo do tempo. Os mais comuns consistem em:

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Apesar de segurar o dedo da mãe com bastante precisão, os demais movimentos das pernas e dos braços podem parecer "moles", mas ficarão mais firmes ao longo do seu desenvolvimento.

Umbigo que precisa de cuidado: uma preocupação das mães pode ser como cuidar do coto umbilical até que ele caia, mas Loretta explica que o primordial é manter a higiene. "A recomendação é fazer o curativo com álcool 70% durante as trocas de fralda. Recomendo passar com hastes flexíveis, principalmente na base do umbigo, onde tem uma espécie de geléia branca, para ir secando essa secreção. Mesmo após a queda do umbigo, continue higienizando até pelo menos 30 dias de vida porque é comum sobrar um pouco do coto umbilical ou sangue", esclarece.

Aparecimento de cólicas: de acordo com a profissional, as cólicas são comuns até os três meses de vida, pois o intestino do bebê ainda é imaturo. É importante ressaltar que alguns bebês podem apresentar cólicas mais leves e outros, um pouco mais fortes. A pediatra Loretta Campos alerta que não existe uma recomendação de dieta para a mãe que evite o quadro nos bebês. Cada mulher pode observar seu filho e desconfiar dos alimentos que podem fazer mal e diminuí-los da alimentação.

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As alterações no corpo da mãe

Com a chegada do bebê é comum que as mães passem a se dedicar quase integralmente às necessidades dele, porém, principalmente no início da nova rotina, é fundamental que a mulher tente se acolher e entender suas próprias mudanças (físicas e hormonais) características do puerpério. Por isso, reunimos abaixo os tópicos que costumam fazer parte da rotina da mãe recém-nascida.

Cesárea: o parto cesariano é considerado um procedimento cirúrgico, por isso a mãe pode ficar de dois a três dias na maternidade e a recuperação exige cuidado. "Nós pedimos para que a paciente tome a medicação pós-parto corretamente, lave a ferida operatória muito bem com água e sabão e siga as orientações do médico, principalmente se precisar de curativo", esclarece a ginecologista e obstetra Carolina Curci. Além disso, ela recomenda que nos primeiros 15 dias a mulher receba ajuda para se levantar, não exagere no esforço físico, evite pegar peso e invista em uma boa alimentação e hidratação.

Outro cuidado importante é observar a ferida e seu processo de cicatrização.

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Sangramento vaginal: após o parto as mães, de primeira viagem ou não, vão apresentar sangramento vaginal, o que, segundo a ginecologista Débora Oriá, é um processo natural do corpo para que o útero volte ao seu estado normal. "O sangramento pós-parto é chamado de loquiação e é um processo fisiológico, tanto do parto normal quanto da cesárea. Isso acontece porque o útero está contraindo e fechando os vasos onde ficavam a placenta".

A quantidade de sangue da loquiação é parecida com uma menstruação, é mais forte nos três primeiros dias após o parto e pode se estender até 40 dias, variando de intensidade e coloração. A ginecologista Carolina alerta que "depois que as mulheres ganham o bebê, elas passam a ser produtoras de leite, onde a prolactina (hormônio) vai estar mais alta para poder gerar esse leite. Logo, a mãe não vai ter a menstruação. Por isso as pacientes apresentam o sangramento do parto, mas depois elas entram em amenorreia fisiológica, ou seja, enquanto elas estiverem amamentando de forma exclusiva, não menstruaram".

Baby Blues e depressão pós-parto: o baby blues é caracterizado pelo estado melancólico da mulher após o nascimento do filho e dura aproximadamente uma semana. Geralmente, o quadro aparece devido a uma série de questionamentos e incertezas da mulher sobre a maternidade, como "será que vou dar conta de tudo?" e também devido às alterações hormonais, por esse motivo todas estão sujeitas ao quadro e Carolina Curci indica que o aporte psicológico comece ainda no pré-natal.

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A depressão pós-parto é um estado mais grave que o baby blue, portanto, pode ser identificado caso a mãe se sinta desmotivada com a vida e tenha menos interação com o recém-nascido. Para superar esses problema, a ajuda profissional e da família é indispensável.

Amamentação: a amamentação, por ser muito aguardada pelas mães, pode gerar dúvidas e ansiedade. Mas as especialistas explicam que não é preciso se preparar, ferir o mamilo, estimular o seio com buchas ou algo do tipo, basta ler sobre pega correta e posicionamento do bebê, e conversar com o seu médico caso surja alguma insegurança, afinal, esse momento também é de aprendizado.

O leite sofre alterações durante a amamentação, como esclarece Carolina: "no início ele é o colostro, muito rico em imunoglobulina (IgA), o bebê mama mais e a digestão é mais facilitada. Depois, quando ocorrer a apojadura do leite, que é a descida, vai ter um outro tipo de leite, o materno".

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Outro ponto importante é lembrar que não existe leite fraco, o aleitamento materno é o alimento mais completo para o bebê e por isso, os órgãos de saúde recomendam que ele seja o único alimento da criança até os seis meses de idade.

Porém caso a mulher note que não está produzindo leite para amamentar, a conversa com o médico é a melhor opção decidir a alimentação do bebê. Não é preciso se preocupar caso o bebê precise de fórmulas infantis, elas são seguras e garantem a nutrição do recém-nascido.

Saúde mental e afetividade: cuidar da saúde mental, se acolher, estar mais perto da pessoa companheira também é importante após o nascimento do bebê. Portanto, se estiver cansada, tente pedir ajuda, procure ter momentos prazerosos com você mesma e com quem está te acompanhando nesta jornada.

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As profissionais alertam ainda que o bebê e a mãe devem, se possível, estar amparados pela pessoa que criará essa criança junto com a mãe desde a descoberta da gestação. A ajuda dos familiares e da rede de apoio também são essenciais uma vez que as novidades e transformações podem ser intensas para ambos.