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Pós-parto: meu corpo voltará ao que era antes?

É durante o puerpério que o corpo começa a retomar sua forma pré-gravídica

Desde o início da gravidez - em alguns casos até antes -, o corpo da futura mamãe começa uma série de mudanças hormonais para deixá-lo perfeito para o desenvolvimento do bebê.

Ao longo dos meses, é normal que a mulher sinta todas essas transformações físicas e emocionais, que vão desde uma alteração no aspecto do cabelo até a sensação indescritível de ouvir pela primeira vez os batimentos cardíacos do bebê.

No entanto, uma preocupação ainda comum desse período é o peso físico adquirido. Dúvidas como "será que vou engordar demais?" ou "e se eu não ganhar peso suficiente?" são recorrentes. O esperado neste período é que a mãe ganhe de nove a 12 quilos, mas o médico responsável pelo pré-natal monitora esses e outros aspectos, portanto, no caso de qualquer alteração que não seja comum o profissional sabe como orientar.

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Já após o nascimento, quando a mulher entra no período do puerpério - ou resguardo -, que, de acordo com Beatriz Barbosa, ginecologista, obstetra e especialista em assistência integral à saúde da mulher, dura aproximadamente 40 dias, o corpo e o peso podem voltar a estar em foco, isso porque as mudanças emocionais e físicas voltam a acontecer. E então novas questões podem surgir, mas uma das principais é: meu corpo voltará a ser como antes?

Meu corpo voltará ao normal após o parto?

O resguardo é o período no qual o corpo da mulher inicia o processo de recuperação às suas características "normais". Mas Jéssica Trafani, ginecologista e obstetra da Clínica Mantelli, adianta: "ao normal por completo é muito relativo. O organismo sofre mudanças definitivas após a gestação e a amamentação, sendo uma nova mulher após este período. Mas o que se sabe é: após o puerpério, o organismo volta de 80 a 90% ao status pré-gravídico".

É importante ressaltar que as mamas não voltam ao estado anterior à gravidez, pelo contrário, tendem a ficar maiores e mais inchadas, mas esse é o esperado, afinal, agora os órgãos e os hormônios se preparam para a amamentação.

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Segundo Ricardo Modinez, ginecologista e obstetra, a primeira orientação para encarar as alterações do corpo nessas oito semanas é tentar ter paciência, pois este é um novo momento de aprendizado para a mãe e até para o bebê. Além disso, esses são os primeiros dias de um organismo que se transformou ao longo de meses.

Também por esse motivo, é importante ter em mente que cada mulher é um ser individual e particular, por isso o tempo de recuperação pode variar. Em casos de parto cesarianos, por exemplo, a recuperação é um pouco mais estendida, uma que vez que se trata de um procedimento cirúrgico.

"Neste tipo de parto cortamos muitas camadas do abdômen, por isso seu tempo de cicatrização deve ser respeitado. Durante a cirurgia, precisamos secar algumas secreções na barriga, isto faz com que o intestino demore um pouco mais para funcionar, acumulando mais gases e podendo causar um inchaço abdominal maior", explica Jéssica.

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As principais mudanças neste período, geralmente, incluem: queda de cabelo, devido à inflamação dos folículos causada pelas mudanças hormonais; flacidez, pela diminuição do tônus muscular; aumento do quadril, sangramento vaginal, pois o útero está retomando seu tamanho e ressecamento vaginal pela queda de estrogênio.

Já a volta do peso também é uma questão fisiológica, ou seja, o organismo tende a voltar ao peso de antes da gravidez. Porém, cada mulher tem seu próprio tempo, então algumas retomam após poucos meses e outras demoram um pouco mais.

O que ajuda a recuperar o corpo?

De acordo com os profissionais, um ponto fundamental para a recuperação do corpo é o estado psicológico, como enfatiza Jéssica: "é uma período de adaptação, tanto física como familiar. A rotina de cuidados com o bebê e com a amamentação exige muita energia e cooperação da mulher e da família. As alterações hormonais são significativas, as quais influenciam não só no físico, mas também nas emoções".

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Por isso, a orientação da ginecologista Beatriz Barbosa consiste em "alimentar-se bem, manter a hidratação, tentar ter um sono reparador, retomar a rotina de atividade física, praticar algum exercício para a mente e a alma, além de manter uma rede de apoio próxima ajudam a amenizar os incômodos desse período". Além disso, somam-se aos cuidados atitudes como uso de protetor solar para evitar manchas e de hidratante corporal - durante toda a gravidez - para prevenir estrias.

Um ponto fundamental sobre a recuperação é: preocupar-se com o peso e alimentação balanceada não é sinônimo de dietas restritivas. Neste período, as mães devem evitar esse tipo de alimentação, pois precisam de todos os nutrientes essenciais, além de seguir as recomendações de atividades físicas indicadas pelo médico.

A cinta costuma ser um acessório pensado pelas mulheres para ajudar no quesito tônus muscular, mas Ricardo explica: "a cinta não favorece a redução da barriga, traz apenas uma sensação de compressão local e conforto". Portanto, converse com o seu médico antes de investir em uma.

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Por fim, Jéssica Trafani lembra que "cada mulher e cada família terão seu tempo para voltar ao normal, e na maioria das vezes este normal será diferente daquela vivido anteriormente. Então, seja resiliente e aproveita cada mudança. Se respeite, se ame".