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Insuficiência Exócrina do Pâncreas: o que é, como diagnosticar e quais as alternativas de tratamento

Náuseas, má-digestão e até osteoporose podem ser sintomas dessa condição; saiba mais

Quem diria que um órgão de cerca de 100 gramas que fica abrigado atrás da região do estômago pudesse desempenhar tantas funções importantes no organismo. Sim, é o caso do pâncreas, que exerce funções digestivas e metabólicas. A insulina, hormônio essencial para o controle da glicose no corpo, por exemplo, é produzida por lá1.

No entanto, há um problema pouco conhecido que traz sintomas desagradáveis e que podem ser sérios: a Insuficiência Exócrina do Pâncreas (IEP). Para ela, é preciso seguir um tratamento médico2.

Para entender melhor, a função exócrina do pâncreas é a responsável por produzir e liberar enzimas digestivas dentro do duodeno, a primeira parte do intestino delgado que se liga à saída do estômago. Essas enzimas são as que permitem que a pessoa consiga digerir macronutrientes, como gorduras, proteínas e carboidratos3. As enzimas liberadas pelo pâncreas e que estão presentes no suco pancreático são a lipase, proteases e amilase2,3.

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Essa função já faz com que o pâncreas seja fundamental para que a digestão seja feita com qualidade e a pessoa possa absorver adequadamente os nutrientes ingeridos através da alimentação3.

Porém, a Insuficiência Exócrina do Pâncreas é definida quando há uma redução tanto na quantidade como na atividade do órgão em liberar essas enzimas pancreáticas, ao ponto em que a digestão é prejudicada.

Com a liberação prejudicada dessas enzimas, a pessoa passa a ter problemas digestivos, como má-digestão e má-absorção de vitaminas essenciais, como as vitaminas B12, A, D, E e K2,3.

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E as consequências da má-absorção dessas vitaminas, em longo prazo, não são nada animadoras: há risco de osteoporose pela carência de vitamina D, bem como dificuldade para enxergar - que poderia ser evitada não fosse a carência de vitamina A -, além de problemas neurológicos, já que a vitamina E é essencial para o sistema nervoso. Ah, há também o risco de hemorragia, pois a vitamina K é essencial para equilibrar a coagulação3.

No início do problema, porém, os sintomas podem ser inespecíficos, como desconforto abdominal, gases, diarreia (ou diarreia gordurosa), excesso de flatulência e até mesmo perda de peso. Por serem comuns, esses sintomas podem ser confundidos com outras condições gastrointestinais, como a Síndrome do Intestino Irritável, doença celíaca, entre outras3.

Hoje sabe-se que a pancreatite crônica é a principal causa da IEP, mas outras condições, como câncer de pâncreas, diabetes, cirurgias digestivas, envelhecimento, esteatose pancreática e até mesmo fibrose cística podem provocar essa insuficiência2.

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É por isso que é importante consultar um médico quando há desconforto gastrointestinal persistente, pois o especialista poderá investigar e indicar o melhor tratamento, antes que algum prejuízo à saúde aconteça efetivamente.

Como diagnosticar?

A partir da queixa da pessoa de sintomas gastrointestinais, como má-digestão e náuseas, por exemplo, o médico poderá pedir uma série de exames, já que estes são sintomas que podem acontecer também em outras condições3.

No caso da IEP, ela é diagnosticada por exclusão, quando outras condições são descartadas e, sem dúvida, há alguns marcadores importantes: quando a elastase-1 fecal está presente nas fezes, há gordura nas fezes, bem como testes específicos que mensuram as enzimas pancreáticas3.

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Tratamento da IEP

O tratamento da IEP é feito repondo as enzimas pancreáticas necessárias: lipase, proteases e amilase. Além disso, muitas vezes pelo fato de a pessoa estar com carência das vitaminas que tiveram absorção prejudicada, o médico poderá indicar a reposição delas por meio de suplementos nutricionais orais (ou por via enteral), a depender da gravidade do caso2.

Além disso, o tratamento envolve o monitoramento e manejo de outras questões metabólicas que possam ter sido afetadas pela IEP, como o surgimento de osteopenia e osteoporose2.

Sem dúvida, faz parte do tratamento também evitar bebidas alcoólicas, bem como o tabagismo. Em suma, o tratamento da IEP deve ser multidisciplinar2.

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Referências

1 - Oriá RB, Brito GAC. Sistema Digestório: Integração Básico-Clínica. 1st ed. São Paulo: Blucher Open Access; 2016. 838 p. 1 vol. ISBN: 9788580391893.

2 - Alves JG. Insuficiência exócrina do pâncreas: recomendações. 1st ed. Rio de Janeiro: Sociedade Brasileira do Pâncreas; 2020. 108 p. ISBN: 978-65-88423-00-4.

3 - Othman MO, Harb D, Barkin JA. Introduction and practical approach to exocrine pancreatic insufficiency for the practicing clinician. Int J Clin Pract [Internet]. 2018 [cited 2021 May 3]; DOI 10.1111/ijcp.13066. Available from: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/29405509/.

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Material destinado ao público em geral

Código: BRZ2184269

Maio/2021

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