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Vacina da Pfizer tem eficácia de 90% contra a COVID-19

Primeiros resultados da vacina da Pfizer contra o coronavírus são divulgados

A primeira análise da fase 3 da vacina da Pfizer contra a COVID-19, desenvolvida em parceria com a BioNtech, teve 90% de eficácia registrada. O relatório foi divulgado pela própria farmacêutica em seu site oficial.

Segundo a empresa, a vacina foi testada em mais de 43,5 mil pessoas em seis países. No Brasil, a Anvisa autorizou os testes clínicos em mais de dois mil voluntários. Conforme revelou a Pfizer, a eficácia demonstrada nesta análise foi de 90%, sete dias após a segunda dose.

"Isso significa que a proteção é alcançada 28 dias após o início da vacinação, que consiste em um esquema de 2 doses", diz o comunicado.

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A divulgação dos resultados veio após a análise de 94 pessoas que participaram do estudo e contraíram o coronavírus. A fabricante não anunciou, porém, detalhes do estudo, não deixando claro quantas das pessoas contaminadas receberam a vacina experimental e quantas receberam um placebo.

Para o CEO da Pfizer, Albert Bourla, as notícias mostram um passo significativo rumo ao fim da crise global provocada pela COVID-19. "Esperamos compartilhar dados adicionais de eficácia e segurança gerados por milhares de participantes nas próximas semanas", afirmou.

Para seguir testando a eficácia da vacina da Pfizer, os especialistas continuarão o estudo até que haja 164 casos de COVID-19 entre os participantes. A previsão é que isso ocorra até dezembro.

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Além disso, a expectativa é que, até a terceira semana de novembro, a farmacêutica peça autorização para o uso emergencial do imunizante à Food and Drug Administration (FDA), agência federal de saúde dos EUA.

Como funciona a vacina da Pfizer

A vacina da Pfizer utiliza a técnica de RNA mensageiro como base de indução ao sistema imunológico. Enquanto uma vacina tradicional usa vírus inativados ou atenuados, as de RNA mensageiro utilizam um pequeno fragmento do código genético do vírus, envolto em camada lipídica, formando nanopartículas que são injetadas no paciente.

"Isso não é capaz de causar uma infecção, mas pode ser suficiente para que as nossas células, ao absorver esse código genético, passem a produzir uma proteína que existe na superfície do vírus para gerar, então, uma resposta do sistema imunológico", explica o infectologia João Prats.

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Uma vacina de RNA mensageiro, em resumo, é uma forma de "dar a receita" para nossas células produzirem um pedaço do novo coronavírus - no caso, a proteína S.

"Assim, o sistema imunológico vai mostrar para as células a porção do coronavírus produzido e uma resposta contra isso será feita", acrescenta o médico.

Na opinião da Sociedade Brasileira de Imunologia, as vacinas de RNA mensageiro podem ser promissoras não só por propiciar uma alternativa contra o coronavírus, mas por serem uma oportunidade de pesquisa com uso de material genético.

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"Essas vacinas são inovadoras e podem revolucionar a área de produção. São sintetizadas rapidamente a baixo custo e utilizadas sem muitas dificuldades para vários tipos de doenças", declarou a SBI em comunicado oficial.

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