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Paralisia cerebral: o que é, causas, sintomas e tratamentos

Visão Geral

O que é Paralisia cerebral?

A paralisia cerebral é uma alteração permanente no cérebro que afeta os movimentos e, consequentemente, a postura. Funções cognitivas, como a memória, o raciocínio e a linguagem, também podem ser afetadas.

Geralmente, é causada por lesões que surgem no período intrauterino ou periparto. A causa mais comum é hipóxia, que consiste na falta de oxigênio na circulação e, portanto, o cérebro do feto ou recém-nascido sofre de isquemia (ou morte de neurônios) em determinadas áreas.

A paralisia cerebral não é uma doença. Trata-se de um conjunto de sintomas resultantes de malformações cerebrais ou danos às partes do cérebro que controlam os movimentos musculares (áreas motoras). As consequências variam de acordo com cada caso e podem se manifestar durante a gestação, no parto, depois do nascimento ou na primeira infância.

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Segundo dados do Ministério da Saúde, duas crianças a cada 1.000 nascidas vivas em todo o mundo sofrem de paralisia cerebral. Dessa forma, é considerada a causa mais comum de deficiência física grave na infância.

Tipos

De acordo com a característica clínica predominante, é possível classificar a paralisia cerebral em espástica, discinética ou atáxica.

Paralisia cerebral espástica

É o tipo mais frequente e ocorre em cerca de 70% a 80% dos casos, caracterizando-se pelo aumento do tônus, que resulta em resistência de movimento do membro afetado. Ao mesmo tempo, a força muscular diminui. É ocasionada por uma lesão no trato piramidal (córtex cerebral), área do cérebro responsável pelos movimentos osteo-articulares.

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Paralisia cerebral discinética ou extrapiramidal

A paralisia cerebral discinética apresenta movimentos atípicos e involuntários. É ocasionada por uma lesão do sistema extrapiramidal, região do sistema nervoso central que modula os movimentos do corpo.

Paralisia cerebral atáxica

A paralisia cerebral atáxica ocorre em cerca de 10% dos casos, segundo dados do CEIVI. Há sensação de desequilíbrio, falta de percepção de profundidade e dificuldade em realizar movimentos alternados com velocidade.

Essa condição é resultante de lesões cerebelares. Em casos em que a lesão é muito extensa, é possível que a criança não consiga andar sem apoio.

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Causas

A paralisia cerebral é resultado de uma desordem cerebral que ocorre durante o desenvolvimento fetal ou, raramente por conta de uma lesão cerebral após o parto. A causa mais frequente é hipóxia, que consiste na falta de oxigênio na circulação e, portanto, o cérebro do feto ou recém-nascido sofre de isquemia (ou morte de neurônios) em determinadas áreas.

É possível que não seja identificada no nascimento do bebê. Na maioria dos casos, o motivo da paralisia cerebral é desconhecido. Entretanto, algumas causas possíveis são:

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Fatores de risco

Saúde materna

Certas condições durante a gravidez podem aumentar significativamente o risco de paralisia cerebral no bebê. Confira:

Saúde infantil

As doenças que afetam um bebê recém-nascido podem aumentar o risco de paralisia cerebral incluem:

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Outros fatores da gravidez e do parto

Sintomas

Sintomas de Paralisia cerebral

Os sintomas de paralisia cerebral podem variar conforme cada caso. Problemas de movimento e coordenação associados podem incluir:

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A deficiência associada com paralisia cerebral pode ser limitada a um membro ou um lado do corpo, ou pode afetar o corpo por inteiro. A paralisia cerebral não muda com o tempo, de forma que os sintomas geralmente não pioram com a idade, embora o encurtamento dos músculos e rigidez muscular possam ficar mais graves se não forem tratados.

Anormalidades cerebrais associadas com paralisia cerebral podem contribuir para outros problemas neurológicos. Pessoas com paralisia cerebral também pode ter:

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Diagnóstico e Exames

Buscando ajuda médica

O pré-natal é essencial para ajudar a prevenir, tratar ou se preparar para possíveis complicações na gestação que podem resultar em lesões cerebrais e, consequentemente, paralisia cerebral.

Caso a condição não seja diagnosticada no pré-natal ou no momento do parto, é importante que a criança seja levada ao médico pediatra ao notar anomalias sobre o tônus e o movimento muscular.

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Caso a condição não seja diagnosticada no pré-natal ou no momento do parto, é importante que a criança seja levada ao médico pediatra ao notar anomalias sobre o tônus e o movimento muscular.

Diagnóstico de Paralisia cerebral

Paralisia cerebral pode ser diagnosticada muito cedo, principalmente quando o bebê está em conhecido risco para o problema. A condição geralmente se manifesta na primeira infância, usualmente antes dos 18 meses. O diagnóstico é definido em bases clínicas, nas quais o médico ou médica analisa alterações do movimento e postura, sendo os exames complementares utilizados apenas para se certificar de que não há outras causas para os sintomas.

A paralisia cerebral pode ser diagnosticada durante o pré-natal ou então após o nascimento. Apesar da importância do diagnóstico precoce, em casos de gravidade leve a paralisia cerebral pode ser diagnosticada por volta dos 24 meses de idade.

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Para diagnosticar a paralisia cerebral, é necessário realizar exames de imagens cerebrais a fim de identificar áreas de lesão. Os exames incluem:

Além da realização de exames, testes neurológicos podem ser feitos para identificar:

Alterações de movimento:

Alterações da postura:

Tratamento e Cuidados

Tratamento de Paralisia cerebral

Crianças e adultos com paralisia cerebral necessitam de cuidados a longo prazo com uma equipe de cuidados médicos. Esta equipe pode incluir:

Medicamentos

A seleção dos medicamentos depende do conjunto de sintomas, que pode afetar apenas certos músculos ou todo o corpo. Os tratamentos com medição podem incluir:

Também podem ser prescritos medicamentos específicos para crianças que tendem a babar muito.

Terapias

Uma variedade de terapias pode ajudar uma pessoa com paralisia cerebral a aprimorar habilidades funcionais, como por exemplo:

Procedimentos cirúrgicos e outros

Cirurgia pode ser necessária para diminuir a tensão muscular ou anormalidades ósseas corretos causadas pela espasticidade. Estes tratamentos incluem:

Convivendo (prognóstico)

Complicações possíveis

Fraqueza ou rigidez muscular e problemas de coordenação podem contribuir para uma série de complicações em pacientes com paralisia cerebral, desde a infância até a vida adulta. Veja:

Prevenção

Prevenção

Muitas vezes as causas da paralisia cerebral são desconhecidas, por isso, não há maneira de evitá-la. Todavia, o pré-natal é fundamental para possivelmente prevenir ou diagnosticar essa condição.

Antes de engravidar, é importante manter uma dieta saudável e se certificar de que qualquer problema médico esteja sendo tratado. Controlar diabetes, anemia, hipertensão, convulsões e deficiências nutricionais durante a gravidez pode ajudar a prevenir partos prematuros e, como resultado, alguns casos de paralisia cerebral.

Uma vez que o bebê nasce, é fundamental ter cuidado com a cabeça. Durante a primeira infância, o crânio é mais frágil e, consequentemente, mais suscetível a danos cerebrais, o que pode ocasionar em paralisia cerebral caso o recém-nascido sofra uma lesão severa.

Uma vez que o bebê nasce, existem ações que você pode tomar para reduzir o risco de dano cerebral, o que poderia levar a paralisia cerebral. No carro, certifique-se de que seu bebê está instalado corretamente em um assento infantil e usando cinto de segurança, além de outros cuidados para evitar quedas e traumatismos no crânio.

Intoxicação por chumbo e outras substâncias tóxicas podem resultar em danos cerebrais.

Lembre-se de vacinar a criança nas idades corretas, prevenindo infecções que possivelmente resultam em danos neurológicos graves.

Referências

Marcelo Valadares (CRM-SP 124.639). Neurocirurgião do Hospital Israelita Albert Einstein (SP) e pesquisador de Neurocirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).